Sexo anal e arte combinam? Infelizmente foram poucos os artistas que exploraram o mistério e o erotismo desta forma de sexualidade. Um dos mais polêmicas, o romance do inglês D. H. Lawrence, O Amante de Lady Chatterley usa magistralmente o aspecto de transgressão para compor sua narrativa.

. Considerada transgressora, e proibida na Inglaterra durante décadas, o romance mostra a relação de uma nobre com um homem da classe trabalhadora. Esta quebra de padrões sociais também se vê na cena em que ele pratica sexo anal:
Acariciou-lhe o fundo das costas, seguindo suavemente, sutilmente, as curvas das nádegas.
- Que bonito rabo tu tens – murmurou ele, no seu dialeto gutural e meigo.
- É o mais belo que já vi, o mais belo de todas as mulheres. Tudo em ti é feminino, és uma mulher. Não és como aquelas mulheres que parecem rapazes. Tens um rabo bonito, macio, mesmo como um homem gosta. É um rabo que podia fazer parar o mundo.
E, enquanto falava, acariciava-lhe as nádegas delicadamente, até parecia uma chama escorregadia a passar para a sua mão. E com os dedos tocava as duas entradas secretas do corpo dela, continuamente, como se fossem uma escova pequena e macia.
- E se evacuas e urinas, tanto melhor. Não quero uma mulher que não evacue nem urine.
Com esta cena, D. H. Lawrecence desvendou alguns dos segredos para praticar o sexo anal sem dor: vencer o preconceito e usar o próprio tabu como fonte de excitação.
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